Ranking WSOP POY é justo?? Negreanu e Hellmuth com visões diferentes


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As World Series of Poker estão quase a chegar ao fim, e um dos temas do momento é o ranking WSOP POY. Tema lançado por Mike Matusow, sobre a possibilidade de um jogador ser nomeado o Player of the Year (POY), mesmo que acabe por perder dinheiro.
Vários dos maiores nomes do poker mundial juntaram-se à conversa, como Phil Hellmuth, Shaun Deeb, Josh Arieh e Daniel Negreanu, entre muitos outros.
Como quase sempre acontece no mundo do poker, foi no antigo Twitter que a conversa começou:
I think new rules starting next year for POY is simple! If you lose money at the WSOP for the year you’re not eligible for POY! I’ll never be in the spot anyways but others will and it shouldn’t be a volume award it should be an all around 6 week award! #wsop2026
— Mike Matusow(code:Mouth) (@themouthmatusow) July 7, 2026
Creio que o POY do próximo ano deveria ter novas regras! Se perdes dinheiro durante o ano a jogar os torneios das WSOP; não deves ser elegível para o POY! De uma ou outra forma eu nunca vou estar na corrida, mas outros sim e o ranking não deveria premiar o volume. Devia ser um prémio a recompensar os resultados ao longo das 6 semanas.
Um dos primeiros a comentar foi Josh Arieh, vencedor do POY em 2021 e que é o quarto classificado no actual ranking.
So if I go win 3 bracelets, then blow 3 bullets in the $250k, I’m ineligible now?
— Joshua Arieh (@JoshuaArieh) July 7, 2026
Quer dizer que se ganhar 3 braceletes, e depois gastar 3 balas no $250,000, passo a ser inelegível?
Um lugar acima de Arieh no ranking deste ano, está Shaun Deeb. Ele que ganhou o POY de 2025 e que começou este ano na liderança depois das WSOP Europe.
Why don’t you focus on things that effect you instead of subtweeting shit about me if you understood even the basics about equity and variance you wouldn’t have such piss poor results for the last 20 years so let the smarter more successful players (almost everyone else) discuss… https://t.co/h8RHAubQyj
— shaun deeb (@shaundeeb) July 8, 2026
Porque é que não te preocupas com coisas que te afectam, em vez de escrever merda sobre mim. Se percebesses o básico sobre equidade e variância não terias resultados tão fracos nos últimos 20 anos. Por isso deixa a discussão e a batalha pelo ranking, para os jogadores mais inteligentes e mais bem sucedidos (quase toda a gente).
Uma das vozes a favor de Matusow foi Phil Hellmuth, que publicou a sua visão através de um pequeno vídeo.
What are we doing?
— phil_hellmuth (@phil_hellmuth) July 8, 2026
Some of the guys that fire $1M (or $2M) trying to win @WSOP Player of the Year have gone public saying the system is fair
Obs the system is NOT fair. If you lose money at WSOP, you should not win POY. It’s a simple fix…#POSITIVITY pic.twitter.com/l42BBz3FkV
O que é que estamos a fazer?
Algum pessoal que gastar $1 ou $2 milhões para tentar ganhar o Player of the Year das WSOP, vieram a público afirmar que o sistema é justo.
O sistema NÃO é justo. Se perdes dinheiro a jogar nas WSOP, não devias ganhar o POY. É uma emenda fácil.
No vídeo Hellmuth responde directamente a Deeb dizendo o seguinte:
Tu sabes que é uma desvantagem enorme para uma pessoa normal tentar ganhar o Player of the Year, uma vez que não podem jogar nos torneios de $50,000, $100,000 e $250,000. Nem os $25,000 onde o pessoal desperdiça dinheiro como se fosse água.
Admite a verdade.
Deeb respondeu a Hellmuth:
So if you don’t cash the 25k+ and crush the sub 10ks it’s somehow less you are of a deserving poy says the guy who last year bracelets were all that mattered $ won didn’t matter it’s so funny how you move the goal posts just to shit on me each year
— shaun deeb (@shaundeeb) July 8, 2026
Portanto se não chegares aos prémios nos torneios de $25,000 ou superiores e arrasares nos torneios de $10,000 ou inferiores, és menos merecedor do POY. Diz o tipo que o ano passado só se interessava pelas braceletes e não ligava ao dinheiro ganho. É engraçado como todos os anos mudas os argumentos para poderes dizer mal de mim.
Aproveitando a resposta de Deeb, foi a vez de Daniel Negreanu juntar-se à conversa. Uma longa resposta, em que pondera algumas alterações, mas defendendo o sistema actual.
Let’s see if I can help here.
— Daniel Negreanu (@RealKidPoker) July 8, 2026
I doubt it, but I’ll try lol.
Every single sports metric across tennis, NASCAR, Golf, or any individual year long competition rewards volume.
That’s a fact. If the top tennis player in the world doesn’t play a lot of events, they cannot be…
Vamos ver se consigo ajudar.
Duvido, mas vou tentar.
Todas as métricas em modalidades como o ténis, Nascar, golfe, ou qualquer outra competição individual disputada ao longo de uma época premeia o volume.
É um facto. Se o melhor jogador de ténis não jogar muitos torneios, não pode ser o 1º no ranking porque os pontos são atribuídos com base na acumulação de resultados — o mesmo acontece com a FedEx Cup no golfe.
Por isso, vamos estabelecer uma coisa em que todos podemos concordar:
Jogar mais eventos dá-te uma maior probabilidade de vencer. Concordam?
E também concordam que isso acontece em todas as outras classificações desportivas ao longo de uma época? É um facto.
Uma das alterações mais importantes feitas ao sistema do POY das WSOP foi estabelecer um limite máximo para o número de resultados premiados que contam para a classificação.
O volume continua a dar uma vantagem, mas esta alteração reduz essa vantagem. Na verdade, quem mais foi prejudicado por esta mudança foi o Shaun Deeb, porque ele está disposto a sacrificar o ROI para acumular pontos.
Outra opção que poderia ser implementada para reduzir a vantagem do volume seria atribuir um custo em pontos por cada entrada.
Por exemplo, cada inscrição, seja a primeira entrada ou uma reentrada custaria pontos.
Digamos que cada entrada custa 10 pontos.
Se fizeres 10 bullets sem conseguir qualquer cash, ficas com -100 pontos por essas tentativas.
Penso que o ténis utiliza um sistema semelhante.
Se fizeres all-in às cegas cinco vezes e perderes sempre, isso custar-te-ia 50 pontos.
É uma ideia, mas, na minha opinião, não é necessária.
O CAP já reduz bastante bem a enorme vantagem que o volume proporciona.
Um Jogador do Ano nunca terá prejuízo em buy-ins considerados para o ranking, mas, em alguns casos, poderá terminar o verão a perder dinheiro.
Exemplo:
Ganhar 3 braceletes em torneios de $1,500 de buy-in para um total de $575,000 em prémios é uma grande conquista. Concordamos, certo?
Essa conquista deixa de ter valor se esse jogador também tiver falhado duas vezes o torneio de $250,000 e uma vez o de $100,000?
Apesar de terminar o verão com um prejuízo de cerca de $25,000, esse jogador ainda estaria aproximadamente 100 buy-ins acima.
As WSOP são únicas porque conta com buy-ins que vão dos $300 aos $250,000.
O que é exatamente justo?
Como é que definimos justiça?
Seria "justo" que o jogador que vence o Gladiator de $300 e faz cinco cashes em apenas sete torneios disputados fosse o Jogador do Ano?
O POY não foi criado para o jogador recreativo que aparece durante um ou dois fins de semana.
Foi criado para os grinders mais dedicados, que disputam um grande volume de torneios e competem numa ampla variedade de buy-ins.
É estranho que um Jogador do Ano possa terminar o verão a perder dinheiro? Claro que sim.
Será algo muito raro, mas pode acontecer.
Um jogador que conquista quatro braceletes em torneios de buy-in mais baixo durante um verão não deveria ser impedido de ganhar o POY apenas porque falhou os torneios de buy-in mais elevado.
Isso seria muito mais absurdo e ilógico do que um jogador conquistar o POY apesar de terminar o verão com prejuízo.
O sistema do POY da WSOP foi melhorado este ano e, na minha opinião, temos a melhor e mais competitiva corrida pelo título que vimos em muitos anos.






