Andiamo ou quê?

Passaram quase duas décadas desde que a Itália optou por criar um mercado regulado e fechado de poker online, mas o país continua sem integrar qualquer rede internacional de liquidez partilhada, mantendo os jogadores italianos limitados a competir apenas entre si.
Enquanto Portugal, Espanha e França partilham mesas e torneios através do acordo de liquidez internacional assinado em 2017, a Itália permanece de fora, apesar de também ter subscrito esse acordo e de, ao longo dos últimos anos, terem existido várias indicações de que a integração poderia estar próxima. O mais caricato é que o acordo de partilha tenha sido assinado na capital italiana,Roma.
Um mercado pioneiro que acabou isolado
A Itália foi um dos primeiros países europeus a regulamentar o poker online, introduzindo um modelo de liquidez segregada. A decisão pretendia garantir maior controlo regulatório e fiscal, mas acabou por limitar significativamente o ecossistema do jogo online.
Com uma base de jogadores restrita ao mercado nacional, o número de mesas disponíveis, a variedade de formatos e os prize pools dos torneios ficaram inevitavelmente abaixo do que seria possível num mercado internacional. Ao longo dos anos, vários operadores e analistas da indústria têm defendido que esta limitação prejudicou o crescimento do poker online italiano.
Portugal beneficia da liquidez partilhada
Em contraste, Portugal integra atualmente a rede de liquidez partilhada com Espanha e França, permitindo aos jogadores disputar torneios e mesas de cash game contra adversários destes mercados. Este modelo traduz-se em maior tráfego, torneios com prémios garantidos mais elevados e uma oferta bastante mais diversificada, fatores considerados essenciais para o crescimento sustentável do poker online regulado. Embora a oferta ainda não seja a que os jogadores portugueses desejam é muito superior à que existiria se o país estivesse fora da partilha, provavelmente o mercado já teria sucumbido.
2026 pode trazer mudanças?
Apesar de a situação se manter inalterada, os sinais vindos de Itália são mais otimistas do que em anos anteriores. A autoridade reguladora italiana (ADM) já manifestou a intenção de avançar com a liquidez internacional e vários operadores têm mantido contactos com o regulador para preparar essa eventual abertura. Ao mesmo tempo, empresas como a GGPoker têm defendido publicamente a criação de mercados com liquidez internacional, considerando que a partilha de jogadores é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento do poker online regulado.
Um pouco à margem desta lufada de ar fresco que seria a entrada de Itália no mercado partilhado, em Portugal espera-se e despera-se pelas prometidas entradas de mais operadores, nomeadamente a Winamax e a Solverde.pt. Os rumores são muitos e o tempo tem provado que não passam disso mesmo, certo é que o mercado necessita de algo mais no campo online, na vertente ao live vive-se precisamente no polo oposto.
Uma decisão aguardada por toda a indústria
A entrada da Itália na rede de liquidez partilhada representaria uma das maiores mudanças no poker online europeu desde a criação do acordo entre Portugal, Espanha e França. Com uma população superior a 58 milhões de habitantes, o mercado italiano poderá aumentar significativamente o número de jogadores disponíveis, melhorar os prize pools e tornar a oferta das salas reguladas mais competitiva face ao mercado não licenciado.










