Quanto ganharam realmente os profissionais nas WSOP 2026?


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Ganhar um bracelete ou alcançar várias mesas finais nem sempre significa regressar a casa com um lucro milionário. As World Series of Poker 2026 voltaram a demonstrar que, mesmo para os melhores jogadores do mundo, o volume de buy-ins e reentradas pode reduzir significativamente os resultados finais.
Com a edição deste ano praticamente concluída — resta apenas disputar a mesa final do Main Event em agosto — vários profissionais decidiram revelar publicamente as contas do seu verão em Las Vegas, mostrando não apenas os prémios conquistados, mas também o investimento necessário para competir ao mais alto nível.
Shaun Deeb: líder do Player of the Year, mas lucro modesto
Apesar de liderar a corrida ao título de WSOP Player of the Year, Shaun Deeb terminou o verão com um lucro muito inferior ao que muitos poderiam imaginar.
O norte-americano conquistou o seu nono bracelete, foi vice-campeão noutro evento, alcançou mais duas mesas finais e realizou uma deep run no Main Event. No total, arrecadou $956.086 em prémios (incluindo bounties), mas revelou que o lucro líquido ficou pelos $89.286, correspondendo a um ROI de apenas 10,3%, depois de descontadas as despesas da série.
O motivo é simples: Deeb disputou praticamente tudo o que podia. Entrou em 122 torneios, mas apenas conseguiu chegar aos prémios em seis deles.
Daniel Negreanu foi um dos grandes vencedores
Se Deeb brilhou desportivamente, Daniel Negreanu terminou as WSOP com um resultado financeiro bastante superior.
O embaixador da GGPoker venceu o seu oitavo bracelete, terminou nove vezes nos lugares premiados e revelou um lucro de $1.693.518 durante a série. A esse valor junta-se ainda o prémio de $250.000 conquistado ao vencer a Fantasy League de $25K pela primeira vez.
Outros profissionais também divulgaram os números
A publicação de Deeb levou vários jogadores a partilharem os seus próprios resultados.
Jeremy Ausmus terminou as WSOP com nove ITMs em 44 entradas, acumulando $842.961 em prémios. Não revelou, contudo, o lucro final, sendo difícil estimar o resultado tendo em conta que disputou maioritariamente torneios de $10.000 ou mais.
Josh Arieh realizou outro verão muito consistente. O norte-americano participou em 42 eventos, efetuou 69 entradas e terminou nos prémios em 15 ocasiões. O destaque foi o segundo lugar no prestigiado $50.000 Poker Players Championship, que lhe valeu $895.837, além de um segundo lugar no $10.000 H.O.R.S.E. Championship e mais uma classificação de seis dígitos.
Darren Rabinowitz salvou o verão no último dia
Um dos casos mais curiosos foi o de Darren Rabinowitz. À entrada para o último dia das WSOP, o norte-americano estava praticamente em break-even, mas tudo mudou ao conquistar o bracelete no Evento #100, um $5.000 No-Limit Hold'em 8-Handed.
Rabinowitz revelou ter investido $105.220 em buy-ins durante o verão, recebendo $792.551 em prémios, o que representa um lucro de $687.331. Grande parte desse resultado surgiu graças aos $695.256 recebidos pela vitória no derradeiro torneio da série.
Jamie Dwan transformou um grande prémio num verão milionário
Jamie Dwan também mostrou como um único resultado pode mudar completamente o balanço de uma série.
O profissional disputou 47 eventos, efetuou 71 entradas e terminou nos prémios por dez vezes. Investiu aproximadamente $185.000 em buy-ins, mas arrecadou $2,59 milhões em prémios, impulsionado sobretudo pela vitória no $50.000 High Roller No-Limit Hold'em, onde recebeu $2.276.691.
Nem sempre os grandes resultados contam toda a história
Os números divulgados pelos profissionais ajudam a perceber uma realidade frequentemente esquecida: um bracelete, uma mesa final ou um prémio milionário não contam toda a história.
Entre buy-ins elevados, múltiplas reentradas e despesas associadas a quase dois meses de competição em Las Vegas, a diferença entre os prémios recebidos e o lucro efetivo pode ser muito menor do que aparenta.
As WSOP continuam a produzir histórias milionárias todos os anos, mas também mostram que, mesmo para alguns dos melhores jogadores do mundo, transformar um verão de poker num grande lucro continua longe de ser garantido.











