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PokerStars e partypoker – duas salas em sentidos opostos

Muito se tem falado e escrito sobre a luta pelo título de maior sala de poker online mundial e de quando, eventualmente, a PokerStars perderá esse estatuto para uma das suas concorrentes, sendo a partypoker a que mais próximo estará de atingir esse objectivo.

Durante a semana passada foram dados a conhecer os resultados anuais das duas companhias, o The Stars Group (PokerStars) e a GVC Holdings (partypoker). Estes dois gigantes do jogo online obtiveram resultados bastante animadores no último ano, com ambas a garantirem receitas superiores aos $2 mil milhões.

O The Stars Group viu as suas receitas impulsionadas pela aquisição da Sky Betting & Gaming, que abriu portas às apostas desportivas no Reino Unido, e também com o lançamento da marca BetEasy (fusão da William Hill Austrália com a CrownBet) na Austrália.

Por seu lado, a GVC Holdings adquiriu o Ladbrokes Coral Group e viu as apostas desportivas ganharem outra plataforma de oferta ao público, com vários novos pontos de venda físicos no Reino Unido.

Apesar de algumas semelhanças entre as duas companhias, até mesmo na dimensão, as estratégias referentes ao poker têm sido cada vez mais divergentes.

PokerStars: do poker para os outros jogos

A PokerStars foi comprada em 2014 pela Amaya e a sua filosofia/estratégia foi completamente alterada. O poker, o grande motor do grupo, começou a ganhar cada vez menos peso nas contas e, segundo os responsáveis, será um caminho que irá continuar trilhar por mais alguns anos, onde a diversidade é palavra de ordem.

As alterações nos sistemas de recompensas da sala e até as saídas de muitos dos Team Pro são apenas o rosto mais visível de uma alteração no core bussiness da companhia. Não é por isso de estranhar que em 2018 o poker tenha praticamente estagnado, com apenas 1,1% de crescimento em relação a 2017.

The Stars Group - Estratégias

partypoker: das apostas desportivas e casino para o poker

No outro lado, temos a partypoker que estava em declínio até 2015t. A GVC Holdings, focada nas apostas desportivas e jogos de casino, não tratava o poker como uma aposta do grupo e apenas quando alterou a sua estratégia começou a ter sucesso com este jogo.

O poker começou a ter um grupo especializado de apoio ao cliente, a entrada de Mike Sexton também ajudou a que o jogo ganhasse uma nova importância dentro da companhia e se tornasse num produto vertical, que fechou 2018 com um crescimento de 42% neste sector.

GVC - Barra Cronológica

PokerStars lidera, partypoker segue

A recente entrevista de Rob Young foi bastante esclarecedora no que diz respeito à estratégia da partypoker para chegar a líder mundial no mercado do poker.

Rob Yong
Rob Yong

Apesar da diferença, ainda substancial entre as duas salas, que Yong diz ser de 5 para 1, mas que deverá ser na ordem dos 6 a 8 para um, a partypoker continua a crescer a bom ritmo e a “morder os calcanhares à PokerStars“.

O plano parece estar definido: “2017 foi o ano de reparação da marca“, disse Yong, enaltecendo a criação do partypoker LIVE como circuito mundial. “Em 2018 quisemos aumentar a oferta online, onde aumentamos de $3 milhões para os $10 milhões em garantidos na sala“, continua Yong. “2019 será o ano de consolidação, melhoramentos do software e criação de uma plataforma mais estável, tanto online como ao vivo.

Como líder de mercado no poker há vários anos, a PokerStars já percorreu um caminho que agora outras salas terão de fazer para chegarem ao topo. Apesar de Yong revelar que a “partypoker já não olha para a PokerStars“, a sala emulou e continua a emular estratégias da PokerStars para obter sucesso. Nada que não esteja à vista de todos os jogadores que aproveitam as recompensas da sala de poker online, como o recente Diamond Club Elite, muito idêntico ao extinto Super Nova Elite da PokerStars.

A criação da partypoker Team Online talvez seja o caso mais flagrante dos últimos tempos do aproveitamento de estratégias da PokerStars pela partypoker, Yong garante que terão em breve 30 jogadores a representar a sala no Twitch. Jeff Gross e Jaime Staples, ex-Team PokerStars Pros já são membros desta nova equipa.

2019, ano de viragem?

Este ano pode trazer algumas surpresas no que diz respeito ao poker, mas não é expectável que a PokerStars perca a liderança do mercado. Nos Estados Unidos, o Wire Act, e as suas regulamentações estaduais poderão ter uma palavra a dizer neste assunto, visto que a PokerStars está impedida de oferecer jogos em alguns estados. Mas a menos que exista algum evento catastrófico, a sala da espada vermelha continuará no topo do mundo.

O lançamento de novas variantes do jogo e o facto de a sala ser ainda a que mais jogadores recreativos atrai para as mesas deverá chegar para manter o seu estatuto, mesmo com os sucessivos cortes nas recompensas.

A partypoker terá ainda muito que crescer e tem um longo caminho pela frente. Com isto falamos de melhoramentos de software, captação de maior número de jogadores recreativos e uma elevação da marca a nível mundial (onde esperamos que Portugal esteja nos planos).

O crescimento ou não da partypoker poderá também ser um dos factores que poderá trazer mais benefícios para os jogadores. A concorrência é sempre boa e quando a partypoker começar a ter uma maior quota de mercado, a PokerStars irá certamente retaliar.

Veremos senão será tarde de mais.

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12/03/2019 Daniel Fidalgo Sem Comentários