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O país precisa de mais, pelo menos um pouco mais…

05/02/2021
BlocoDaBarra

Depois de em 2017, 2019 e 2020 a lei do jogo não ter sido revista de forma a favorecer o poker, demos por nós a entrar num novo ano e as perspectivas de uma revisão eram mínimas.

Vivemos uma situação à escala global que ficará nos livros de história pelos piores motivos e muito provavelmente este seria o primeiro ano onde até poderíamos entender que a revisão não fosse uma realidade.

Felizmente estávamos enganados e a notícia do dia 3 de fevereiro de 2021 deixou-nos surpreendidos e satisfeitos pelo passo dado no sentido certo. A lei foi alterada no sentido de permitir a exploração de torneios com novas tipologias de prémios, estruturados num plano de pagamento que inclui diversos valores inferiores ou superiores ao valor da inscrição, a determinar aleatoriamente segundo condições pré-estabelecidas, vulgo “spins”.

A introdução destes torneios com toda a certeza trará mais vitalidade ao mercado e é provável que o torne mais aliciante para alguns operadores que parecem rondar a órbita do mesmo. Se esta medida fará brotar novas salas no mercado, não podemos afirmar, mas que o mesmo está mais aliciante, sem dúvida.

Esperemos agora 30 dias para que os tramites do processo terminem e as salas já a operar possam começar a oferecer torneios BLAST (888poker) e Spin&Go (PokerStars).

Esta alteração poderá ser um copo cheio para alguns mas em boa verdade, é apenas meio-cheio. Foi, mais uma vez, perdida uma oportunidade de ouro de introduzir alguma normalidade no mercado. Falo do quê? Dos satélites para torneios de poker ao vivo.

Os menos atentos e mais leigos, e ainda são alguns, vão dizer que os torneios de poker ao vivo são legais e uma realidade no nosso país. Certo. O que não está tão certo assim é a forma como a lei existente está a ser interpretada.

Diz o regulador que um operador online não pode fazer uma venda cruzada e “oferecer” entradas em torneios de poker realizados em espaços de operadores de base territorial, leia-se casinos.

As licenças operam em “espaços” diferentes e até podemos entender facilmente essa diferença, a questão colocada é, porque é que um operador online não pode oferecer algo que não seja dinheiro como recompensa final por uma classificação obtida?

Porque é que um torneio não pode oferecer um carro? uma viagem? Uma ida ao futebol?

Não perdendo o fio à meada, e repetindo-me, pergunto ao regulador e à tutela, que estudos têm em vossa posse que possam, ano-após-ano, privar várias regiões do país, e algumas delas até sofrem bastante de sazonalidade, de realizar eventos onde alguns dos participantes nacionais e/ou estrangeiros se possam qualificar através de um operador online?

Se comecei por dizer que “Vivemos uma situação à escala global que ficará nos livros de história pelos piores motivos”, o turismo, maior actividade exportadora em 2019, responsável por 52,3% das exportações de serviços e por 19,7% das exportações totais, precisa do poker. As receitas provenientes do turismo foram 8,7% do PIB em 2019 e vão descer assombrosamente em 2020, Turismo de Portugal, está nas vossas mãos poder amenizar esse número.

Não basta dizer que somos um país seguro, com bom clima, é com estas decisões que se criam as condições para que esses predicados possam ser capitalizados.

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