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GGPoker responde ao caso Tobias

Não sendo raras as situações de contas suspensas, banidas ou de outra forma penalizadas pelas infracções aos TOC dos operadores de poker online, o caso de Tobias Duthweiler na GGPoker causou celeuma no nosso universo por alguns contornos mal definidos, explicados e pela falta de transparência no que o jogador trouxe a público e Fedor Holz não contribuiu ao esclarecimento.

O sumo do que se sabia, simplificado aqui mas com mais detalhe no artigo desta sexta-feira,

o alemão abriu conta numa skin da rede há vários anos e foi banido por “not satisfy the poker ecology requirements“, com acções que a Natural8 definiu como “Predatory Behavior“. Três anos depois foi a vez de experimentar as mesas de high stakes da Bestpoker e quando esta encerrou os altos limites, o alemão abriu conta na Betkings. Aquando da fusão das skins no software da GGPoker, Tobias migrou, verificou a sua conta e depositou $50.000.

A aventura na GGNetwork terminou quando as WSOP “forçaram” a GGPoker a introduzir os “nomes reais”, cuja nova reverificação fez saltar o alarme do operador.

Com tantas dúvidas sobre as “motivações” da GGPoker e os hoje em dia naturais ataques nas redes sociais, o operador teve que responder, em comunicado aos nossos colegas da PokerNews.

“Nós aceitamos que este caso ficou complicado após o jogador abrir conta em múltiplas skins, onde a equipa de segurança da GGNetwork não tem acesso à informação pessoal, incluindo endereços de e-mail. Como tal, a nossa detecção de segurança estava limitada aos IPs e Mac Addresses para encontrar transgressores. Vamos melhorar o nosso sistema para que possamos pedir endereços de e-mail e informação pessoal aos nossos Operadores Licenciados.

Nós aceitamos também que as nossas transferências P2P [jogador para jogador] são demasiado fáceis para os jogadores. Removemos as transferências P2P aos nossos clientes no UK e implementaremos um processo rígido de verificações KYC [conhece o teu cliente] e limites para todas as futuras transferências P2P.

Já demonstramos a nossa boa fé com o gesto de devolver ao jogador os fundos que recebeu dos seus amigos. Todos os ganhos foram redistribuídos pelos jogadores afectados.

Gostaríamos de pedir desculpa pela preocupação que este incidente causou e iremos certificar-nos que as nossas medidas de segurança são mais apertadas.”

Para além do comunicado acima, a GGPoker forneceu alguns detalhes importantes como a forma como o alemão “depositou”, com $37.000 transferidos via afiliado e $12.500 via transferência P2P e o reforço da explicação da expulsão em 2016: “bumhunting and predatory behavior“, termos que esclarece abaixo. O operador corrigiu o alemão no valor apreendido, apontado $159.766 como valor além dos $50k de “depósito”, diferente dos $180k que o germânico apontou.

“Temos em consideração tanto bumhunting directo como indirecto. Directo é definido como sentar na mesa assim que o alvo se sentou e sair assim que o alvo sai, apesar da mesa não ter fechado. Indirecto é definido quando há recusa de dar acção a certos jogadores enquanto oferece a outros.”

Em suma, a GGPoker quer passar a mensagem que não está no negócio de banir jogadores ganhadores, apontando a mais pesada das penalizações a casos de:

  • Uso de bots, solvers em tempo real / avançadas tabelas e gráficos e software malicioso com vista a ganhar vantagem sobre outros.
  • Ignorar o aviso de expulsão permanente e transgredir.
  • Batota repetida e violação dos nossos Termos e Condições.

Independentemente da razão para a punição inicial, fica claro como é que Tobias jogou na rede durante tanto tempo até à fusão GGPoker, com a falta de cruzamento de informação na GGNetwork a, eventualmente, causar surpresa mas a explicar a falha de segurança no operador.

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