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Black Widow jogará o WSOP ME disfarçada de homem

Os nicknames são ainda mais comuns no mudo do poker do que os pseudónimos no mundo da literatura e Sia Layta é a fusão entre ambos. Na busca de notoriedade para o seu livro Black Widow Poker, nas livrarias a 19 de Abril, a escritora sentou-se com a CardPlayer para entrevista onde informa do plano de se sentar para jogar o $10.000 WSOP Main Event disfarçada de homem.

O preconceito de género no mundo do poker é a motivação de Sia, que diz que as mulheres encontram bullying que por vezes escala de forma a que as “mulheres não possam jogar poker da mesma forma que os homens“. Nas palavras reservadas a estratégia, no artigo, Sia parece queixar-se que a imagem tight do público feminino deixa pouco valor com:

“É mesmo difícil ganhar um torneio quando se tem que entrar em limp” Sia Layta

O que os factos, tristes, dizem é que ainda não se viu uma mulher campeã do mundo, com apenas uma Final Table atingida em 1995, Barbara Enright fez 5º lugar para $114.180, e que a edição do ano passado viu 272 corajosas enfrentar os outros 96% do field.

Todas as iniciativas para apresentar o poker a uma maior fatia do público feminino é de louvar, embora a estratégia de promoção de alvejar o WSOP Main Event pode não funcionar como Sia pretende. Em vez de alcançar uma TV Table onde possa conquistar a visibilidade que pretende, Sia pode ser apanhada pela regra que as World Series implementaram após esta “brincadeira” de Phil Laak:

A regra diz:

“Os participantes não podem cobrir ou esconder a sua identidade facial. A organização tem que ser capaz de distinguir a identidade de cada participante em todos os momentos e pode instruir o participante à remoção de qualquer material que iniba a sua identificação ou seja uma distracção para os outros participantes ou para a organização. Os participantes podem usar óculos-de-sol e usar t-shirts com carapuço, os quais têm que ser removidos caso seja pedido pela organização.”

“O meu conselho é que tente esta ideia noutro evento sem esta regra” Seth Palansky, porta-voz WSOP

Expulsão sem devolução do buy-in é o mínimo e apesar do conselho da organização, uma porta-voz do livro indica que investigaram “a regra que parece aplicar-se a jogadores que tentem colocar um “pro” no seu lugar, ou outra manobra fraudulenta, e que neste caso ela jogará por ela enquanto a mesa a vê como um homem. Há também a consideração de pessoas “em transição” ser hoje mais comum. Ela irá com o plano para a frente.”

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