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“Os Bots são proibidos porque a grande maioria dos jogadores não deseja jogar contra eles” – Alex Scott

A semana passada foi muito concorrida em termos de notícias no panorama internacional, mas houve uma entrevista realizada pelo parttimepoker que deu muito que falar por quem anda mais interessado na segurança do jogo online, e em particular pelos Bots.

Alex Scott, director geral da Microgaming, foi o entrevistado e deu algumas respostas bastante surpreendentes para quem pensa que os Bots estão a dominar o poker online. Scott que trabalhou durante anos na segurança da PokerStars e posteriormente na Full Tilt, garante que a ameaça dos software proibidos no poker é muito pequena e que o público tem uma percepção exagerada sobre o tema.

“Na minha experiência, os Bots vencedores ainda são muito, muito raros. E os que são vencedores não são tão comuns como o que as pessoas pensam.”

A maior revelação sobre a temática do software proibido vem com a seguinte frase: “Os Bots são proibidos porque a grande maioria dos jogadores não deseja jogar contra eles“. Para Scott, os jogadores pensam que os Bots têm algum tipo de vantagem sobre o jogo o que, na esmagadora maioria das vezes, não acontece e que é por isso que os Bots são proibidos e “não porque representem realmente uma ameaça em termos de integridade e justiça“.

Alex Scott
Alex Scott, director geral da Microgaming

Em concordância com isso, Scott até vê pontos positivos na utilização de Bots por parte de salas de poker online, como por exemplo, para garantirem liquidez nas mesas de poker 24 horas por dia, todos os dias da semana em qualquer formato de jogo. Onde ressalva, que se um dia isso acontecer, os operadores têm que ser transparentes quanto a essa utilização. Este tipo de Bots poderiam até ser aplicados em mercados segregados onde a falta de liquidez é um problema.

Mesmo para os jogadores de poker, os Bots podem vir a ser úteis se forem utilizados num software em que os jogadores possam treinar e melhorar o seu jogo sem necessariamente estarem a perder dinheiro nas mesas.

“Neste momento, sabemos que a grande maioria dos jogadores de poker online não quer jogar contra Bots. Porque pensam que os Bots os vão derrotar. Sentem que os Bots têm uma vantagem injusta. O que vemos no xadrez, no gamão e noutros jogos (vídeo-jogos) é que os jogadores desafiam os Bots. Treinam contra os Bots e testam as suas habilidades. Posso ver isso acontecer no poker se a percepção pública sobre os Bots mudar.”

De regresso ao tema da segurança no poker online, Scott diz que é uma corrida em que o operador torna-se melhor na detecção de Bots e em que os utilizadores de Bots tentam de todas as formas ultrapassar os meios de detecção das salas. Onde garante que os melhores Bots são os que melhor se conseguem esconder dos operadores, mas que mesmo assim isso não significa necessariamente que esse Bot seja vencedor nas mesas.

Os Bots disponíveis ao público não são uma preocupação para o director geral da Microgaming.

“Penso que os Bots disponíveis ao público são os menos assustadores de todos. Primeiro, porque assim que é tornado publico esse Bot é muito fácil de detectarmos. O mesmo acontece com perfis públicos…

Se tivesses um bot vencedor, irias disponibilizar esse bot para outras pessoas, para que depois jogasses contra o teu próprio Bot nas mesas? Só vais disponibilizar o teu Bot ao público se não for muito bom…

Na nossa experiência é isso que acontece.

Os Bots que nos preocupam, os que são vencedores, são muito raros. E tendem a ser criados por um programador muito inteligente que trabalha sozinho. Isso dificulta a detecção porque não é como os outros Bots que estão disponíveis comercialmente.”

Imagem: socialmediahq

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20/02/2019 Daniel Fidalgo Sem Comentários