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Último forcing por Kléber não deve evitar tribunais

Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, viajou para Portugal, procurando desbloquear em definitivo a transferência de Kléber para o Dragão. A viagem, bem como o motivo, foi ontem confirmada a O JOGO pela assessoria de Imprensa do clube brasileiro. Kalil teria, ainda de acordo com a mesma assessoria, a intenção de fazer uma derradeira tentativa para ultrapassar os desentendimentos com o Marítimo, que se arrastam há quase dois meses, mas, ao que apurou O JOGO, a desavença prossegue e só deverá mesmo resolver-se na FIFA.
Recorde-se que o Atlético Mineiro fechou negócio com o FC Porto na última semana de Junho, a troco de 2,3 milhões de euros, mas, por causa do ano de empréstimo que o avançado tinha para cumprir na Madeira, a transferência acabou congelada, com inúmeras acusações e ameaças pelo meio.
Apesar de interessados no jogador, os portistas deixaram o palco público das declarações públicas para madeirenses e brasileiros, aguardando pacientemente por um entendimento entre ambos que permitisse a Villas-Boas fechar o ataque com Kléber, que se mantém no Brasil enquanto aguarda o desfecho da novela.
Um novelão, aliás. Basta espreitar a sucessão de factos que O JOGO recorda aqui ao lado - e foi preciso seleccionar só os mais relevantes... -, para perceber a riqueza do enredo. Ontem, mesmo com as indicações da viagem de Kalil, o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, repisou críticas. "Mantemos disponibilidade para negociar", disse, à tarde, no final da AG da Liga, que decorreu no Porto, sem deixar de repetir também, nessa altura, o que tinha dito de manhã: "Vai ser resolvido quando o atleta, o FC Porto e o Atlético Mineiro entenderem e quando o FC Porto se portar à altura dos seus pergaminhos e deixar de fazer aliciamento a jogadores com contrato. É um assunto que, com certeza, se discutirá nos tribunais". O presidente do Atlético Mineiro, insistiu, "não solicitou qualquer reunião". "O Marítimo não abdica dos seus princípios nem das partes contratuais e lamenta que o FC Porto tenha este tipo de comportamento. Vamos accionar o FC Porto e o Atlético Mineiro", rematou Carlos Pereira.
Os jornais brasileiros, sublinhando a importante injecção de capital que resultaria do desfecho do caso, sustentavam a ideia de que Alexandre Kalil, sem descartar a batalha jurídica, acreditava ainda num acordo e que, por isso, decidira viajar directamente para Portugal, esgotado que estava o prazo de paciência razoável, isto porque o FC Porto também queria responder, em definitivo, à vontade de Villas-Boas em ter mais uma alternativa de ataque. A cerca de 20 dias do encerramento do mercado, falta saber se a novela ainda aguenta outra reviravolta no enredo. Improvável, mas não impossível...
FonteOJOGO