Campeões onde mais queremos por Carlos Tacuara Branco

Este Porto x Benfica é o jogo do ano, por todas as razões e mais algumas. No meu entender, a grande rivalidade dá-se entre dois clubes, deixando o Sporting um bocado de lado, principalmente por culpa própria. Para além desta rivalidade, a possibilidade de fazer a festa do título na casa do clube que tem dominado o futebol português nos últimos anos, é um aliciante fabuloso para todos os benfiquistas e um amargo de boca imenso para os portistas.

Penso que é inequívoco que o Benfica foi, de longe, a melhor equipa nesta temporada. Aliás, ainda só não é campeão devido à assombrosa época do Braga.
Sendo assim, com um FC Porto desfalcado dos seus 2 melhores elementos (Falcão e Rúben Micael) e apesar da vontade imensa que terão que o Benfica não festeje o campeonato no Dragão, penso que o Benfica tem todas as possibilidades de sair do Porto com um bom resultado, ou seja, empate ou vitória.
Depois da eliminação na Liga Europa, nota-se que os níveis físicos da equipa estão francamente melhores. Aimar está a fazer uma boa recta final; Carlos Martins é um poço de energia; David Luiz numa forma impressionante; Di Maria a mostrar, finalmente, todo o seu valor… Tudo conjugado, temos um Benfica com um potencial fortíssimo e pronto a fazer história!
Penso que, nesta fase, o Benfica é muito melhor que o FC Porto tanto em termos individuais como colectivos, em todas as zonas do campo. No entanto, penso que será no meio campo que se notará mais a diferença. Preenchido por Raul Meireles (a fazer uma época bastante fraca), Guarín (Obrigado Jesualdo!), Belluschi e Fernando, penso que só mesmo último poderá ter argumentos para a contrariar a superioridade física e técnica do meio campo encarnado.
Quanto à arbitragem…eu costumo definir os árbitros portugueses em 3 categorias: os fraquinhos, os que eu confio e os que eu não confio. Olegário Benquerença está no topo da lista dos árbitros que eu não confio, juntamente com Lucilio Baptista, João Ferreira e Carlos Xistra. É um árbitro extremamente influenciável e que tem uma capacidade fabulosa de errar escandalosamente nos momentos decisivos. No entanto, este ano habituei-me a dizer que não falo muito do árbitro, pois mesmo assim conseguimos ganhar quase sempre. Querem melhor exemplo do que Marselha?
É exactamente esse o espirito que se pretende para amanhã. Muita garra, muito querer, porque tecnicamente somos melhores. CARREGA BENFICA!