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Santa Casa vai lançar apostas desportivas a 9 de Setembro

31/08/2015
Eduardo

Segundo adianta o Expresso, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai disponibilizar as apostas desportivas em estabelecimento físico já no próximo dia 9 de Setembro.

Relembramos que a Santa Casa ficou com o monopólio das apostas em estabelecimento físico, e neste momento o jogo online está congelado com as empresas à espera da atribuição de licenças.

De realçar que ainda segundo a notícia do Expresso, será obrigatório apresentar o NIF (número de identificação fiscal) no acto de validação de uma aposta.

O texto assinado por Paulo Paixão, é o seguinte:

Santa Casa cria novo jogo nas apostas desportivas

Acabou o tempo em que apostar numa partida do campeonato português se resumia, praticamente, à escolha do “1X2” para o resultado. E acabou também o tempo em que os vaticínios nas apostas desportivas se confinavam a uma única modalidade: o futebol. A partir de 9 de setembro, em todos os mediadores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), os jogadores terão ao dispor um novo desafio: as “apostas desportivas à cota de base territorial”. Isto é: são feitas em “estabelecimentos físicos que exigem a presença do jogador” (ao contrário do jogo online), como é o caso das papelarias, tabacarias, cafés, quiosques e outros pontos onde hoje se registam o Euromilhões ou o Totoloto.

Equipa que marca o primeiro golo ou ponto; previsão do número de golos ou pontos de uma partida; resultado ao intervalo e no final; golos, ou pontos, por período de jogo. Estes são apenas quatro exemplos da nova oferta da Santa Casa.

Num primeiro momento, os palpites podem ser dados unicamente sobre futebol, basquetebol e ténis. Os eventos desportivos serão de competições nacionais (portuguesas e de outros países) e internacionais. Râguebi, desportos motorizados e voleibol, entre outras modalidades não especificadas, serão também no futuro objeto de apostas, segundo se conclui do regulamento, publicado em “Diário da República”.

A oferta do novo jogo social do Estado — cujo nome a Santa Casa só quer divulgar no próximo mês, quando ocorrer a apresentação pública — “será feita em várias fases”, salienta Fernando Paes Afonso, vice-provedor da SCML, que se recusa, no entanto, a dar mais pormenores.

Para justificar o “gradualismo na disponibilização da oferta” — “tanto no número de modalidades como no tipo de apostas” — Paes Afonso explica: “Precisamos de aprender como se comporta o apostador; trata-se de um jogo completamente novo, que requer um acompanhamento específico.”

É uma “curva de aprendizagem”, como lhe chama o responsável da SCML. E que funciona em dois sentidos: “O apostador também vai perceber o que lhe interessa mais.”

Agora, a Santa Casa pretende dar novo fôlego às apostas desportivas. As receitas destas caíram a pique, com o declínio inexorável do Totobola e o êxito de outros jogos. Agora dá-se uma mudança de paradigma. Com efeito, o Totobola é um concurso de apostas mútuas desportivas, em que os jogadores apostam entre si. O prémio depende do contributo dos vários apostadores, que não sabem à partida quanto vão ganhar (ou se vão ganhar).

O DESPERTAR DE ESPECIALISTAS

Já no novo jogo social, o apostador sabe quanto pode ganhar. Basta para isso acertar no resultado ou em outra situação do evento desportivo sujeito a prognóstico. E ganha mais quanto o seu conhecimento especializado de uma modalidade, ou a sua intuição, contrariar a probabilidade atribuída pelo organizador (a Santa Casa) a determinada ocorrência numa prova. No fundo, o apostador não ‘compete’ com o resultado de um desafio — mas com a previsão da Santa Casa relativamente à evolução e desfecho desse jogo.

Fernando Paes Afonso crê que “vão voltar” os jogadores que “gostam de apostas desportivas”. E admite mesmo que se possa “reganhar o interesse pelo Totobola”, à semelhança do que sucedeu noutros países.

A dez dias do arranque da aposta — cujo direito de exploração o Estado atribuiu em regime de exclusividade à SCML —, parte significativa do jogo ainda está por mostrar. Por exemplo, as previsões de receita da iniciativa, lançada num ano que sorri à instituição liderada por Pedro Santana: as vendas brutas da Santa Casa no primeiro semestre passaram os mil milhões de euros e o ano (sem contar com a novidade) deverá fechar com receitas acima dos dois mil milhões, um recorde.

Estando o véu por desvendar, apenas se sabe que o layout do boletim será em tudo semelhante aos de outros jogos. Mas com mais colunas e barras, e logo um maior número de campos para colocar cruzinhas. Mais complexo. Pela lógica do jogo, e pelas informações constantes do regulamento, obrigará a um preenchimento mais meticuloso e demorado. Especialmente se a aposta for combinada ou múltipla.

Após a validação da aposta, o terminal emite um recibo, no qual são quantificados os ganhos máximos possíveis. No papelinho que levará no bolso, o jogador terá uma novidade de monta, neste tipo de recibos: o seu NIF. É que sem ele, nenhum palpite poderá ser aceite pelos mediadores da Santa Casa.

*foto Maisfutebol

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9 Comentários

LuisCoelho há 6 anos

Alguem tem informação que explique porque é que, num momento em que o mercado online está suspenso, a Dhoze continua a funcionar normalmente?

ALLsamagaINN há 6 anos

nao demorei muito a achar para que serve o nif, ou a pensar achar o porque da existencia desse requesito... basta relembrar algumas "historias" do passado, em que por exemplo ha alguns anos atras surgir a "historia" de que alguem estaria em lisboa aquando da saida da lotaria do natal, para tentar saber onde saiu, para ir comprar o numero premiado, claro esta, inflacionado... ;) num pais em que anda por ai muito dinheiro numa bacia ao sol, a espera de ficar mais branco (como a minha avo fazia à roupa), tudo o que e jogo com premios interessantes, e que possam ser anonimos, e uma oportunidade unica de o branquear, sem ter que usar lixivia... pelo que o nif se realmente for por causa disso, concordo plenamente, pois um vencedor de um premio xorudo, jamais o pode "vender" com lucro a uma lavandaria... ;) penso que ate sera uma medida que protege os jogadores menos cultos, pois ao "vender" um premio chorudo por mais dinheiro ainda, corre o risco de depois nao conseguir justificar como obteve o mesmo dinheiro... por outro lado, podera ser para cruzar informaçao, tipo alguem que recebe subsidios para sobreviver, e depois gastar 10 vezes o valor desses subsidios por mes, e ai ja nao me pronuncio quanto a legalidade da medida... caminhamos para uma zona muito dubia a nivel da privacidade dos dados, e quando ha uns tempos vi uma reportagem feita na holanda em relaçao aos dados pessoais e para que servem, pensei que aqui neste "paraiso" à beira mar, estariamos longe de ver aqui o que se passa la, mas afinal... nao sei...

D333P há 6 anos

vai ser em boletim... e gostava de saber em que medida é que o NIF vai ser usado...

ozlem33 há 6 anos

Isto se for em boletim como parece, e não através de um terminal online, simplesmente acho que não vai funcionar. A questão do NIF tb não será vista com bons olhos pela maioria dos apostadores.

brunoVJ há 6 anos

Acho boa ideia, mas no entanto qualquer jogo físico como online, deviam ter sido regulamentados ao mesmo tempo, tenho dúvidas que houvesse paragem...

LusiTragaryen há 6 anos

lendo agora bem ..sao alguns mercados mas muito bom pa comecar ...maos portugal esse e o espirito .

LusiTragaryen há 6 anos

epa a minha alma enche-se de alegria ....jogava-se no cafes mas nehum cafe consegue abarcar a quantidade de mercados que as santa casa possivelmente ira oferecer com acordos com 3 penso eu ... Como ha em londres nem mais ...O nif e que e complicado quem tem dividas ao estado nao se escapa e pagar logo loool

paulobraga86 há 6 anos

ja se jogava disso em maquinas ilegais em muitos cafes lol

mjfp1976 há 6 anos

YESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS ALELUYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA



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