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‘Legalização do jogo online já tarda em Portugal’ – Santana Lopes em entrevista à Lusa

11/11/2013
Eduardo
Pedro Santana Lopes, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, deu esta semana uma entrevista à Agência Lusa a propósito dos seus dois anos de mandato à frente da referida instituição. Nessa mesma entrevista, Santana Lopes aborda a temática do jogo online.
 
fonte lusa.pt
O Governo pretende legislar a exploração e a prática de jogos online, segundo a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2014, ficando em aberto os termos da concessão deste negócio.
 
Em entrevista à agência Lusa a propósito dos dois anos do mandato à frente da instituição, Pedro Santana Lopes diz concordar com esta legislação: “Acho que é necessário, está feito noutros países e já tarda em Portugal”.
 
Como razão para a legalização, aponta o facto de o Estado perder “algumas receitas fiscais” devido ao jogo online não estar legalizado.
 
O provedor diz que a instituição tem “tudo pronto” para começar a explorar as apostas online.
 
“Se o Estado nos entregar, como esperamos, a exploração das apostas desportivas (…) temos tudo pronto para as começar a explorar imediatamente, o que não acontece com outros operadores interessados nessa legislação”, sublinha.
 
Questionado sobre as críticas de que o jogo da Raspadinha está a gerar viciados, o que levou mesmo uma mulher alegadamente viciada a apresentar uma queixa-crime contra a SCML, o provedor explica que esta situação se deve à popularidade do jogo, o que já aconteceu com o Euromilhões ou o Totoloto.
 
Com o Euromilhões foi “uma loucura”, assim como com o Totoloto, quando apareceu, afirma, contando que ainda se lembra do primeiro número que saiu neste concurso: o 34
 
“Mas eu posso dizer às pessoas, para tranquilizar os espíritos mais inquietos, que nos últimos meses até já baixou um pouco” a corrida às ‘raspadinhas’.
 
Mas, assegura, o Departamento de Jogos tem acompanhado essa realidade em relação a todos os jogos sociais.
 
“Nós acompanhamos os fenómenos da adição com estudos que realizamos periodicamente e temos normas no nosso portal”, como as pessoas terem de ter cartão de jogador, mais de 18 anos e não poderem carregar mais de 30 euros por dia.
 
Para o provedor, estas críticas surgem “num momento não escolhido por acaso”.
 
“O que acontece em Portugal e que as pessoas não podem ignorar é que a Raspadinha, pela sua própria natureza, tem de algum modo retirado espaço a algumas fórmulas de jogo não legal. Isso gera algumas reações”.
 
Observa que “o fenómeno do jogo clandestino existe em Portugal e existe com uma dimensão de centenas de milhões de euros por ano”.
 
Por outro lado, conta que recebeu há tempos o presidente da Associação Portuguesa de Casinos, uma das entidades interessadas na nova legislação, que admitiu numa entrevista recente que a Raspadinha poderia ser dos casinos.
 
“Eu sei que as receitas dos casinos têm atravessado um momento que não é fácil pela crise económica”, mas “a Santa Casa não tem culpa de que os jogos sociais” que lhe estão entregues “mereçam a confiança e a adesão das pessoas e também não tem culpa da crise económica que existe”.
 
Santana Lopes adianta que 72,2% das receitas destes jogos vão para várias entidades para fins públicos, como para a cultura, desporto, segurança social ou saúde.

6 Comentários

HUUUMMM há 8 anos

Este senhor falava mal do Passos Coelho quando ele tomou posse como 1 Ministro , poucas semanas depois foi lhe oferecido o tacho , desculpem o cargo como provedor da Santa Casa da Misericordiosa depois nem se ouviu falar desta personagem , e agora la vem ele todo indignado por a Santa Casa estar a perder receitas . Santana vai roubar outros a mim não me vais roubar.

Garritti há 8 anos

Quantas transferências para paraísos fiscais deve fazer este menino...além do cargo que tem já ser um tacho, deve andar a roubar bem.

ruben.sousa.359 há 8 anos

keres é mamar a pala dele careca velho retira t d vez da presidencia d kualker koisa es um fracassado avozinho

justiceiro há 8 anos

Não deixa de ser curioso que ainda à dias ap+areceu uma lista das instituições que têm assento para debater a futura lei do jogo on line e que não constasse dessa mesma lista a Santa Casa da Misericórdia e, dias depois, aparece o seu provedor a falar sobre esse assunto (quase que a dizer para não se esquecerem deles...). Por outro lado, quanto à exploração das apostas desportivas on line por parte da Santa Casa, tal como diz o seu provedor, estariam prontos... pois com o devido respeito, não vejo como estariam prontos! os apostadores têm já as suas "casas" on line e sinceramente não imagino essas "casas" a cederem parte dos seus lucros a uma entidade externa que não seja o próprio estado pelo pagamento de impostos.... Por fim digo apenas que tudo isto parece-me ainda uma caminhada no deserto.... e essa caminhada no deserto não terá como fim um oásis..... infelizmente como sempre por estes lados... Abraço

Padretopa há 8 anos

#1+1 Ai tu não sabes RAMALHO10?!? Estão a fazer um túnel do continente até á Madeira, mas ainda é secreto, pois lixaram ao Santana Lopes o famoso túnel de Lisboa, agora não digas a ninguém!!! LOOL Agora a sério, não irás saber nunca porque devem utilizar para mais coisas que não convém saber, digo eu!!!

RAMALHO10 há 8 anos

72,2% vão para várias entidades para fins públicos, segundo ele diz. O que eu gostava era que isso fosse publicado no fim do ano nos jornais, para podermos ver efectivamente para onde é que o dinheiro vai. Já há muitos anos que tento ver onde é publicado e não encontro. Sinceramente desconfio que, para onde vai o dinheiro não é completamente transparente. Digam-me para onde vai e o nome das instituições, não chega dizer que vai para fins públicos.



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