WPT ”obriga” a chip dumping para celebrar acordo HU

A conquista de Mike Leah do WPT Fallsview Poker Classic tem feito ondas no mundo do poker e nem só por ser a primeira vitória WPT da carreira do canadiano.

Dissecando a questão, o problema está no facto da World Poker Tour não facilitar, mediar ou executar qualquer acordo que os finalistas estabeleçam nos seus torneios. Entre as razões da organização estão os pontos POY e sua indivisibilidade, a entrada TOC e a natural vontade da WPT em apresentar uma fase final com a tensão, emoção e um campeão em êxtase.

A utilidade da possibilidade de acordo para os jogadores é óbvia: equilibrar a jogabilidade do torneio com o prizepool em disputa. Entre o querer de um e a necessidade de outro há certamente uma resposta para o problema que provoca resultados como as três primeiras mãos do heads-up:

Após a mão 93 da Final Table, o torneio ficou heads-up com os jogadores a fazerem uma pausa não programada, sem que o relógio seja pausado: Ryan Yu 10.8M vs 4.715M Mike Leah.

Mão 94: Yu raise 4M, Leah all-in 4.7M e Yu fold. (Yu 6.8M vs 8.7 Leah)

Mão 95: Leah limp, Yu raise 5M, Leah encosta e Yu fold. (Yu 1.8M vs 13.8 Leah)

Mão 96: Yu raise 1.7M, Leah all-in e Yu fold. (Yu 40k vs 15.5M Leah)

Um chop e dois double up depois, Ryan Yu ficava. não surpreendentemete, em 2º lugar no Main Event e as redes sociais explodiram com as mãos finais. Dan O’Brian abriu as “hostilidades” mas destaque para a resposta do segundo classificado da edição anterior deste evento, David Eldridge:

Entre críticas aos jogadores, à organização WPT, Mike Leah reagiu com um “daqueles” posts no Facebook:

“Assim que ficamos heads-up ele mencionou algo sobre acordo (não me lembro das palavras exactas) e eu não havia considerado fazer acordo até aquele momento. Acredito que as minhas palavras foram algo como “Bom, não considerarei qualquer acordo a não ser que garanta a vitória, o troféu, etc…” Não sabia como iria o Ryan responder e honestamente não me interessava, ficava feliz por jogar pelo título WPT: nada mais excitante do que isso. Mas ele rapidamente respondey que era OK mesmo com acordo ICM.

Ummmm ok, vamos então fazer um acordo ICM […] Wow posso ser responsável, para além de não “flipar” para 150K ainda garanto um título WPT, um spot no Champions Club, uma entrada para o TOC e o meu 4º título em Fallsview em 5 anos…

Como podia rejeitar o acordo?”

Ambos levantaram-se da mesa para calcular, verificar as contas e selar o acordo, com $15k da entrada TOC a passarem do prémio de Leah para Yu, os jogadores sentaram-se e despacharam o torneio da forma mais transparente possível.

O WPT Fallsview Main Event termina de forma “feia”, mas com a certeza de que não foi a primeira vez e não será a última enquanto a organização não implementar um protocolo de “acordo” que os finalistas possam considerar.

Em Portugal, o poker ao vivo também sofre nesta questão, com a legislação a apenas permitir que a organiziação execute o acordo dos jogadores se o torneio terminar nesse momento, excluíndo, entre outras, a frequente opção de deixar “x para o vencedor” com supervisão da organização. Esta falência legislativa deixa muitos jogadores nos casinos portugueses a “trocar dinheiro na rua”, a consequência mais problemática do problema.

*foto Joe Giron/WPT

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