Filmes de Poker: Rounders (1998) de John Dahl


19 de Fevereiro de 2009 por PavlovDoorman
Comentários (16) Comentários



Filmes de Poker: Rounders (1998) de John Dahl

Rounders é um filme baseado no enredo original do realizador John Dahl. O filme popularizou o Poker, particularmente a variante No Limit texas Hold’em. Porém, o filme é sobre mais do que Poker. Amizade, confiança, amor, e ambição…

No início do filme, a personagem principal, Mike McDermott, jogador de Poker com um talento natural para ler qualquer adversário, procura Teddy KGB que a está a jogar no seu club privado. Mike decide colocar em jogo todas as suas poupanças, $30.000 dólares, num Heads Up com Teddy KGB. Quando uma mão, que ele julgava boa é batida por Teddy KGB, Mike perde tudo que tinha…

Mike permanece sem jogar durante nove meses, trabalhando um emprego sem perspectivas só para pagar os empréstimos escolares, quando o melhor amigo dele, Worm, é libertado de prisão, com uma enorme dívida de jogo em seu nome. Enquanto Worm também partilha de um talento especial para cartas, ele entra continuamente em problemas por fazer batota nos jogos que participa. Mike assume a dívida que Worm detêm e rapidamente volta às mesas para a pagar. Depois de descobrir que Teddy KGB comprou a dívida, Mike tem que jogar o seu melhor jogo de forma a cumprir uma deadline de 48 horas.

Porque é que Mike ainda está ao lado deste perdedor? Só uma razão: A amizade. Eles são amigos desde o secundário onde Worm assumiu todas as culpas de um jogo de Poker que correu mal. Neste caso, Worm foi parar à prisão, por um curto espaço de tempo, e Mike teve a oportunidade de aproveitar os melhores aspectos da vida. De certo modo, Mike deve a sua liberdade a Worm, e este é o modo que ele encontra para se redimir, assumir as dívidas de Worm.

Em pouco tempo os 2 estão de volta à acção, para pagar os $15.000 dólares que Worm deve e evitar que os loan sharks façam a cobrança por vias físicas.

Mike McDermott é Matt Damon em um dos papéis mais memoráveis deste actor. Worm, o amigo que o arrasta de volta para o submundo, é Edward Norton e a namorada dele, Jo, é interpretado por Gretchen Mol. Outros participantes de relevo são Joey Knish que é John Turturro e Teddy KGB, mafioso russo, brilhantemente desempenhado John Malkovich.

O filme é rodado em Nova Iorque, principalmente nas menos áreas conhecidas. A maioria das cenas são rodadas na cidade, embora McDermott se aventure fora da cidade, em Nova Jersey. Ele também visita o Taj Mahal Casino de Donald Trump em Atlantic City, numa noite de jogo…

A acção é constante e dinâmica e fiquei bastante agradado com a interpretação de todos os principais intervenientes. No desenrolar do filme lembrei-me de uma frase de Al Pacino no Padrinho III, “Just when I thought that I was out they pull me back in.”. E é mesmo isso que se sente na personagem de Matt Damon. Edward Norton é o actor ideal para a personagem que desempenha, o “amigo da onça” que prejudica tudo e todos para sair por cima. Até o papel de Gretchen Mol, namorada de Matt Damon personifica quase na perfeição o quanto o mundo do jogo, quando se passa certos limites, pode prejudicar a vida pessoal e amorosa de alguém. John Malkovich ilustra um russo estranho, com uma certa obsessão por bolachas Oreo. No mínimo, caricato e divertido! De salientar o papel da atraente Famke Jansen, a actriz de X Men e a mesma que matava os seus inimigos, no meio das suas pernas, em 007, GoldenEye. No mundo do jogo, a personagem dela sobressai como uma pessoa totalmente envolvida no jogo mas com princípios morais que uma sociedade deve preservar. Uma das poucas pessoas em que Matt Damon pode recorrer em qualquer momento assim como Martin Landau, professor da Faculdade de Direito, que acredita em Matt e, por vias travessas, demonstra-lhe que deve seguir aquilo em que acredita.

A banda sonora não é nada de especial, a maioria das músicas são jazz e rock, como Duke Ellington e Nat King Cole. Assenta no filme na perfeição, pois acho que ópera ou música clássica não iriam melhorar o filme.

Considerei o filme bastante agradável e com um certo suspense. É uma pequena demonstração do circuito não comercial de Poker que existe nos Estados Unidos. Lançado em 1998, abriu as portas a muitas pessoas que acharam que tinham capacidade para jogar Poker, como por exemplo, o Green Plastic. Este filme não é o melhor que eu já vi, mas vale pelo desempenho e pela abordagem ao Mundo do Poker que, nós jogadores, tanto apreciamos.

Por Ricardo “Cacopt” Pinto




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Comentários (16) Comentários


# 1
19 de Fevereiro de 2009 às 13:40
Pedro disse
É um grande erro dizer que "A banda sonora não é nada de especial", quando as musicas são de artistas tais como Nat King Cole e Duke Ellington.

# 2
19 de Fevereiro de 2009 às 13:47
Ayres Autor verificado disse
Sim, dos melhores que saiu até hoje. Boa crónica Caco!

Tb há outro filmes mais ou menos interessantes que sairam, para quem tiver interessado:

Deal (2008) - com Burt Reynolds e a Shannon Elizabeth (nada de especial)
Lucky you (2007) - Eric Bana,Drew Barrymore e Robert Duvall (gostei bastante deste)
The Grand (2007) - Shannon Elizabeth, Woody Harrelson e o apresentador do HSP Gabe Kaplan (muito cómico este)

A sair, estão dois muito interessantes:
Amarillo Slim com Nicolas Cage , ainda está em pré produção
The Madison Kid - a história da ascensão do phil hellmuth no mundo do poker, protagonizada por Hayden Christensen (Star Wars), mas este foi só um rumor...





# 3
19 de Fevereiro de 2009 às 14:09
kimera69 Autor verificado disse
eheh!!
Mr Sone of ai Biitch....Let's play some CaRRdss!! John Malkovich em grande!!!
Dos filmes sobre Poker este deve ser o melhor...mas tb nao é mt dificil....Isto tá mau em termos de filmes com Poker!! :/

# 4
19 de Fevereiro de 2009 às 14:47
espiritual Autor verificado disse
e nao podemos esquecer do 007- casino royale ;)

# 5
19 de Fevereiro de 2009 às 15:00
PanMei Autor verificado disse
Esse filme "Lucky you", é muito interessante a abordagem do jogo em todos os aspectos, pricipalmente a cena final em que o filho faz softplay com o pai para lhe dar a oportunidade de ganhar o torneio. O desfeicho é um grande exemplo porque é contraproducente tais práticas.

# 6
19 de Fevereiro de 2009 às 15:55
skyboy69 disse
epa o filme eh bom mas sinceramente o The player do stu ungar eh mt mt mt melhor para mim o melhor filme de poker ...eh qualquer coisa ...ONE OF A KIND

# 7
19 de Fevereiro de 2009 às 16:31
mguerra79 Autor verificado disse
Gostei bastante da crónica, só faço um reparo que também já foi dito... Duke Ellington, Nat King Cole... Grande banda sonora!!!
De resto... Boa sorte a todos!

Márcio Guerra

# 8
19 de Fevereiro de 2009 às 17:11
PanMei Autor verificado disse
O "the Player" é mais sobre a vida do Stu do que sobre póquer.

# 9
19 de Fevereiro de 2009 às 20:28
Mr_Risonho Autor verificado disse
Não esqueçamos o Cincinnati Kid com o Steve Marraquinhas....

:D

à relativamente pouco tempo, vi um com o Burt Reynolds (não sei se será esse Deal que acima é referenciado) cujo título foi traduzido para A Arte do Jogo (ou algo parecido).

É bastante fraquinho, mas ressalta um aspecto interessante do jogo que se prende com a transição do jogo online para o jogo live.

Em duas linhas, aquilo trata-se de um universitário que joga online na Pokerstars (devem ter pago uma pipa) e até tem alguma qualidade.
No entanto, quando o gajo vai jogar live, embora chegue à mesa final de um determinado torneio que é transmitido pela TV e comentado pelo Hachem e pelo Raymer (outras pipas) perde porque não domina todos os aspectos do jogo live, nomeadamente os tells (os seus e os dos outros)
Então aparece o Mentor (Burt Reynolds) a ensinar-lhe o jogo live (ele um jogador reformado por amor à mulher).
DEpois como sempre acontece o Mentor e o Aluno zagam-se e voltam a encontrar-se no heads-up do WPT em que o mestre suplanta o aluno (sabes tudo o que te ensinei, mas não sabes tudo o que eu sei) .... ou não...
Como eu disse, é muito fraquinho.....mas com aspectos interessantes......mas fraquinho
(tão fraquinho que este post, é capaz de ser do tamanho do argumento)
LOL
Aquele abraço




# 10
19 de Fevereiro de 2009 às 22:58
EvolutionPT Autor verificado disse
O filme do burt reynolds é o Deal k sinceramente nao vale nada, agora o Lucky um grande filme e uma grande historia ;) ja o rounders tb é muito bom

# 11
20 de Fevereiro de 2009 às 01:51
portugaleet Autor verificado disse
um bom filme por acaso, tambem gostei do final do 'the deal' e de algumas passagens do filme da vida do Stu Ungar .

# 12
20 de Fevereiro de 2009 às 03:00
bdosreis Autor verificado disse
o filme como filme é medíocre.

safa-se porque o John Malkovich e o Edward Norton são sempre o Melkovich e o Norton.

o Matt é bom, é uma pena que só faça porcarias.


outras reviews por favor :)

# 13
20 de Fevereiro de 2009 às 03:00
bdosreis Autor verificado disse
wops, malkovich

# 14
20 de Fevereiro de 2009 às 03:29
RugbyWolf Autor verificado disse
Tresanda-me a que o Caco plagiou isto de um sítio qualquer! :))))))))

# 15
20 de Fevereiro de 2009 às 09:58
Ayres Autor verificado disse
(Aviso - Contem Spoilers)

O PanMei realçou um ponto importante, o softplay é abordado no final, tanto no Lucky You como no Deal, ambos os "pupilos" foldam mãos superiores. Alias, no fim do Deal, apareçe uma cena animada do pupilo a foldar AA, ficando a sensação "only in movies", na realidade, no final de um grande torneio em HU, isso aconteceria 0,000001% das vezes, já durante o decorrer de um torneio ocorre 10/15 % das vezes. Penso eu de que!!!

# 16
20 de Fevereiro de 2009 às 19:45
Cacopt Autor verificado disse
Ainda bem que gostaram da minha review do Rounders sendo apenas criticado pela minha afirmação sobre a banda sonora. Julgo que fui mal entendido.

Nos menosprezo mesmo nada The Duke e o Nat King Cole e continuo-o a dizer que a música encaixa na perfeição no filme mas não tem relevância para o mesmo. Quando digo que a banda sonora não é nada de especial, refiro-me ao facto de ela não ter qualquer tipo de impacto no filme.

Podíamos substituir esses dois por outros dois e o filme seria igualmente bom.

Quando analiso uma banda sonora, não me refiro à qualidade dos artistas mas sim ao impacto que esta tem no filme e cria uma simbiose entre a tela e o espectador.

Todas as grandes bandas sonoras que me ocorrem, penso numa música e no mesmo segundo, tenho uma imagem mental do momento em que tal trecho foi usado e não na capacidade do artista.

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