Fazer Check-Raise ao Diabo, por Mike Matusow


15 de Junho de 2009 por RugbyWolf
Comentários (2) Comentários



Fazer Check-Raise ao Diabo, por Mike Matusow

Na segunda semana das WSOP de 2004, falhei uma mesa final, ao terminar em 11.º num evento de Limit Hold’em de $2000 de buy in. O Daniel (Negreanu) ganhou esse torneio, naquela que foi a sua terceira bracelete. O que melhor recordo desse torneio é uma mão que ocorreu por volta da oitava hora do Dia 1.

Syracuse ChrisTsiprailidis tinha par de damas, Cecilia Reyes Mortensen tinha recebido um par de reis e quando vi a minha mão tinha um par de ases. Sem surpresa, o limite de apostas foi atingido antes do flop. Não sabia mesmo o que tinha o Chris, mas meti, desde logo, a Cecilia em reis.

Quando o flop trouxe hq d4 c4, Chris apostou com o seu full house, damas com quadras, e tanto a Cecilia como eu demos apenas call. Desconfiei do Chris pela aposta nesta situação, mas o tamanho do pot estava no limiar de ser merecedor de um call à procura de um Ás. Quando o turn trouxe um Rei, Chris apostou e a Cecília fez, simplesmente, call. O pot estava, então, gigante, mas tinha a certeza de que a Cecilia tinha Reis e estava a montar-nos uma armadilha a ambos com o seu full house de Reis.

Num cash game, continuas a dever fazer call, mas poupar uma aposta num torneio de Limit é bastante mais importante. Apesar de ter quase a certeza de estar batido, fui a jogo à procura de melhorar o meu par de ases, na esperança de que pudesse estar enganado. Se havia dois monstros contra mim, iriam seguramente pagar-me se me saísse um Ás no river. Este único pote asseguraria a quem o ganhasse ficar muito bem posicionado no torneio. Então dei call, rezando por um miraculoso Ás no river.

E os milagres acontecem! Quando aquele grande e perfeito Ás saiu no river, SyracuseChris tornou a sair a apostar e a Cecilia fez reraise. Eu fiz reraise a seguir. Chris, imediatamente, mostrou as suas damas ao público e fez fold. Cecília ficou a pensar durante cerca de 3 minutos.

Não posso acreditar que fiz apenas call no turn. Eu sei que tu tens ases. Como é que eu pude jogar tão mal?”, lamentou-se ela.

Estes torneios não eram de “deep stack” em 2004; poupar uma aposta neste ponto do torneio podia fazer uma grande diferença, mas ela acabou por fazer o call. Mostrei o meu full house de ases, Cecília mostrou o seu de reis e o Chris virou as damas que tinha foldado.

Toda a gente na mesa ficou louca quando viram as cartas e os jogadores das outras mesas vieram observar aquela board.

Este artigo tem o patrocínio da Full Tilt Poker.

Full Tilt Poker




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Comentários (2) Comentários


# 1
16 de Junho de 2009 às 10:44
FabioR10 Autor verificado disse
Por causa de calls como esse é que estás busto. :)

# 2
10 de Novembro de 2009 às 21:02
rmcdn23 Autor verificado disse
Ele acreditou na sorte, e fez bem. Nem sempre vejo os profissionais seguirem as regras e as normas todos do jogo, aquele feeling que eles sentem nalgumas jogadas, podem fazer a diferença. As regras servem para infringir tambem.

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