Tomar a iniciativa tem essencialmente duas utilidades:
1- afastar jogadores para aumentar a probabilidade de ganhar a mão; 2- pelo valor esperado da aposta ser positivo (value betting). À medida que a mão avança, no entanto, a primeira das razões vai desvanecendo enquanto a segunda prevalece. Isto significa que quanto mais avançamos na mão, de uma forma geral, mais importante se torna o valor esperado da aposta em si. Se no início da mão temos mil e uma razões para fazer bet - eventualmente até sem nada - já no final da mão teremos de avaliar melhor as razões do nosso bet. Tanto que por vezes, mesmo que provavelmente estejamos na frente, o check acaba por ser mais sensato ou até bastante útil. Até porque em Fixed Limit nunca terão de se preocupar com um grande bluff do adversário. O máximo que ele pode colocar é um Big Bet e é um Big Bet que custa verificar se ele está no Bluff ou não, sendo pontualmente até relativamente fácil levá-lo a tentar o Bluff, tendo-o provavelmente batido.
Alguns casos poderão ser bastante triviais: por exemplo, se tivermos perante um flop do tipo 

, suponhamos que vocês se encontram na última posição com 
após dois outros jogadores. O primeiro faz check, o segundo bet e vocês optam pelo raise (de resto uma boa opção nestas circunstâncias). Ambos Os jogadores fazem call. Mesmo que tomem o jogador que fez bet inicial por bluffer ou considerem que o têm batido, já o outro jogador - que fez check e call depois ao raise - é bastante provável que tenha um 9 e esteja a fazer slow-play. Aqui o check no turn é o mais aconselhável. Outros casos frequentes e bastante óbvios, mãos que começam com guerras de raise (sets, straights, flushes) mas que no final da mão podem ser batidas por algo superior (straights, flushes, fulls). Menos evidentes serão as boards insuspeitas com o top-pair e bom kicker na mão. Estas mãos acabam frequentemente batidas por dois pares, um set ou um straight improvável. Fora de posição, se chegarem mais dois ou três jogadores ao showdown é preferível optar pelo check pois o risco de virem a levar com um raise é razoável.
Dois casos merecem especial atenção e são essencialmente o ponto central desta Poker Note dada que os casos atrás referidos são bastante evidentes e triviais. Situação de heads-up no final da mão:
Marco António







