Jogo Responsável
O que é o Jogo Responsável®?
O Jogo Responsável® é uma iniciativa sem fins lucrativos de várias associações de profissionais do jogo, saúde, direito e outros, com o objectivo de informar o público sobre o problema do jogo compulsivo, propondo soluções para a sua prevenção em harmonia com os interesses do público jogador e da indústria do jogo.
O Jogo Responsável® é contra o jogo a dinheiro?
Como se pode inferir da designação escolhida, acreditamos no jogo como actividade cultural e de lazer, independentemente de envolver dinheiro ou não. No entanto, é necessário que tanto os jogadores como a indústria do jogo sigam certas normas que garantam os interesses de ambas as partes, evitando que os jogadores incorram em excessos que ponham em causa o seu bem-estar e o dos que o rodeiam.
Qual a extensão do problema?
A maioria do jogo decorre por razões culturais e de lazer. O hábito de jogar está arreigado nas mais diversas culturas humanas e já vem da Antiguidade. Por outro lado, o jogo pode ser um passatempo recompensador.
No entanto, existe uma minoria de jogadores que desenvolve um comportamento patológico em relação ao jogo. O mesmo deixa de ser um divertimento para passar a ser uma doença, consumindo de forma anormal tempo e recursos.
Que sinais podem sugerir a existência de um comportamento compulsivo?
Existem muitos indicadores, entre os quais:
- incapacidade de parar quando se está a ganhar (na esperança de ganhar mais) ou a perder (tantando recuperar o dinheiro perdido);
- pedir dinheiro emprestado ou realocar parte do dinheiro reservado às finanças pessoais e familiares, quer para o investir no jogo quer para pagar dívidas resultantes do mesmo;
- realocar tempo necessário a outras actividades (estudo, trabalho, família, outras formas de lazer, descanso, tarefas domésticas, alimentação, etc.) para poder jogar mais;
- mentir, quer para justificar continuar a jogar, quer para não revelar a ninguém essa intenção.
Existem factores de risco?
Existem muitos factores, entre os quais:
- idade (os adolescentes, jovens adultos e reformados são mais vulneráveis);
- existência de uma crise financeira, que poderá levar a considerar o jogo como uma forma fácil e rápida de recuperar dinheiro;
- o jogador ter crescido num ambiente de jogo ou viver perto de locais de oferta do mesmo;
- o jogador ter outras dependências (tabaco, álcool, drogas, jogos de computador, gasto compulsivo, ...) ou existir um historial das mesmas na família;
- nível elevado de stress, ansiedade ou depressão;
- impulsividade, excesso de confiança e gosto pelo risco.
O jogo remoto possui características que o diferenciam do jogo nas salas tradicionais. O facto de manter a privacidade do jogador e dificultar a verificação da sua idade, permitir movimentar dinheiro facilmente, disponibilizar o jogo a tempo inteiro ou dificultar a vigilância da família, agrava o risco de dependência.
Como devo proceder para jogar de forma responsável?
Aqui ficam algumas sugestões:
- se indentificou em si algum dos factores de risco, pondere seriamente a hipótese de arranjar outro passatempo ou peça a alguém responsável que o acompanhe nas suas sessões de jogo, atribuindo-lhe a autoridade para lhe impor limites;
- determine previamente o montante máximo que pode gastar, tal como faz com outros passatempos (se jogar na Internet, poderá solicitar a limitação e frequência de cada depósito);
- determine previamente a duração de cada sessão;
- o dinheiro que perdeu já não é seu, tal como não é o do bilhete para ver um filme de que não gostou. Não jogue com o único objectivo de recuperar a sua perda. Lembre-se que o montante máximo para gastar foi decidido por si, pelo que deverá encarar qualquer perda dentro desse limite como aceitável;
- o dinheiro que ganhou é seu. Não encare o jogo daí em diante como estando a ser feito com o dinheiro dos outros, não viole as suas próprias regras por mero entusiasmo e não continue a jogar com o único objectivo de ganhar ainda mais. Lembre-se que está a jogar por lazer, não para enriquecer. Seja razoável: mais vale jogar menos que o previsto e sair como vencedor do que jogar até ao fim e sair vencido;
- quer esteja a perder ou a ganhar, não aumente as apostas para ganhar mais rapidamente. Todo o jogo necessita de um fundo muito mais elevado do que o valor da aposta, para que as flutuações nos resultados não levem à ruína. Poderá ganhar mais depressa, mas também poderá perder tudo rapidamente;
- se perdeu o dinheiro que alocou para uma determinada sessão, não caia na tentação de gastar o resto do seu fundo de jogo para o recuperar. Lembre-se que só assim poderá usufruir de mais sessões;
- informe-se devidamente sobre as regras e as características dos seus jogos preferidos. Procure entender o peso dos factores sorte e perícia.
Se sente que está a agir compulsivamente e que o problema está a sair do seu controlo, recorra ao serviço de auto-exclusão providenciado pela sala de jogo e procure ajuda.
Lembre-se:
O passo mais importante para a resolução do vício do jogo depende inteiramente do jogador: a coragem de assumir perante si que sofre de uma doença, a humildade em pedir ajuda e a vontade determinada em resolver o problema.
Onde posso saber mais?

No sítio www.jogoresponsavel.pt poderá encontrar informação mais detalhada sobre a nossa iniciativa. Recomendamos a sua visita!
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