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André Antunes
Jornalista da Sic e Sic Notícias
André Antunes trabalha na conhecida estação televisiva há 8 anos e meio. Já passou pela Editoria de Sociedade e pela equipa do Jornal da Noite onde realizou várias reportagens de médio formato. Em Dezembro de 2007 foi nomeado Editor-Executivo da Informação da SIC, cargo que ocupa até hoje. Nos últimos 5 meses coordenou também o Primeiro Jornal da SIC.
Ao longo dos ultimos 8 anos e meio na SIC, fez 4 Grandes Reportagens, um Perdidos e Achados e várias Reportagens Especiais e de médio formato.
Dá também Formação no CENJOR, Centro Protocolar de Formação para Jornalistas, e tem o Curso de Formação para Jornalistas em zonas de conflitos, dado pelo Exército Português, entre outros.
Na Comunidade PokerPT.com ficou conhecido pela recente reportagem de sua autoria, "A Febre do Poker". Aproveitem esta oportunidade para exporem as questões mais pertinentes ou até as mais incómodas (desde que de forma respeitosa) que gostariam que fossem respondidas.
As perguntas podem ser colocadas até ao 12:00 do dia 11 de Fevereiro e as respostas serão divulgadas a partir das 21:00 no vosso já conhecido espaço de Heads Up.
Perguntas
- André, Não fiquei exactamente a saber se a montagem e a edição da reportagem foi da sua autoria ou teve apenas o "trabalho" de ir as Bahamas passar uns dias. No caso de ter sido apenas responsável pela parte de entrevistar as "vítimas" desta reportagem, o que achou do trabalho final desenvolvido pelos seus colegas, e no caso de ter realizado toda a peça, sente-se responsável ou não, pela mistificação do póquer como algo negro e sombrio na sociedade portuguesa? Obrigado, e desde já os parabéns pela coragem de por cá aparecer.
- Antes de mais, quero-te felicitar pela reportagem, em que a meu ver, destacas-te o lado bom do poker, com os casos dos jogadores nacionais mas realças-te sobretudo o lado menos bom extremo do poker, como o vício, a falência financeira e “pessoal”. Gostava de saber se a mensagem final da reportagem é de um jogo com grande risco pessoal que não compensa jogar ou por outro lado, de um jogo que tem os seus riscos q.b., como tudo na vida mas que jogado com “cabeça” pode vir a ser uma profissão, apesar de lucros incertos, como trader na bolsa financeira, por exemplo. Obrigado
- Olá André. Estivemos os 2 nas Bahamas e de formas diferentes ambos fizemos parte do PCA. Daquilo que observaste, especialmente no que respeita às pessoas, o que reparaste mais foram jogadores compulsivos que destroem a sua própria vida com o jogo ou pessoas felizes de bem com a vida a viver um grande momento?
- Olá André, tudo bem desde as Bahamas? As minhas perguntas são: que imagem pensas que um pessoa que não conhece o poker tem agora depois de ver a vossa reportagem? Concordas que essa imagem é a real?
- Boas, Porque é que não mencionou o Torneio de Caridade do PCA? Ainda há pouco tempo a Pokerstars e outras salas de Poker Online, fizeram campanhas de angariação de fundos para ajudar o Haiti. Cumprimentos e espero que qualquer conteúdo sobre Poker (Texas Hold'em) na imprensa portuguesa não volte a ser comparado com jogos de sorte/azar.
- Viva, As minhas questões são simples: a Pokerstars pagou a viagem da SIC às Bahamas? Se sim, esse facto não deveria ter sido explicado no decurso da reportagem, por exemplo, na parte em que é mencionado o investimento de 5 mil ou mais euros na viagem feito por alguns jogadores? É que os espectadores podem ficar com a ideia que SIC investiu 10 mil ou mais euros a mandar dois repórteres a uma estância de luxo nas Caraíbas, o que é enganoso. Dado que o tema central não é o poker em si, mas o vício do jogo em Portugal, como é possível ir às Bahamas e a reportagem ser emitida com este tom dramático sem a "investigação" contemplar a presença em alguns dos muitos torneios de poker que se realizam no circuito nacional? Por último, André, e como sabes perfeitamente que na SIC há quem jogue poker, tal como em todas as redacções, achas que nós, jornalistas, também somos todos "criminosos" ou a Lei é que é anacrónica e desajustada à realidade do Século XXI?
- Em relação à reportagem, independentemente daquilo que sejam as diferentes perspectivas de ver a realidade do poker, penso que se abordou coisas que não têm nada a ver umas com as outras podendo o telespectador mais desatento metê-las no mesmo saco. Dentro desta crítica faço uma pergunta: Em que medida um jogador compulsivo de casino que durante 25 anos jogou "das 3 às 3" e destruiu a sua familia com esse seu vício, mas que já não joga há 3 anos (e como o poker só existe nos casinos há 2 anos é seguro dizer que nunca jogou poker), faz parte desta reportagem chamada "febre do poker"?
- Boa noite, Antes de mais queria referir que tenho 21 anos e sou jogador "profissional" desde os 18 anos. Se eu não soubesse nada de poker a ideia com que ficaria depois de ver a sua reportagem era de que é um jogo de azar, um vício e extremamente perigoso. Por isso coloco-lhe as seguintes questões: 1) O poker é um jogo de azar? Se sim porque é que há jogadores a ganhar consistentemente e se não porque é que fez passar essa ideia? 2) Qual é a % de jogadores de poker que acha que são "viciados"? Porque é que fez passar a imagem de que é a maioria? 3) Porque é que misturou poker de slot machines com POKER? Foi o facto de ter lá "poker" no meio do nome? 4) Referiu que a Santa Casa encomendou um estudo à Universidade Católica sobre os malefícios do poker. Qual acha que é o jogo em que portugueses perdem mais dinheiro: o Euromilhões ou o poker? 5) Se tivesse que escolher: preferia jogar no euromilhões (da santa casa) ou jogar poker (no casino do estoril)? Ou ambos? Obrigado, André Santos
- Boa noite André! Queria agradecer o teu "insta-call" ao convite para vires enfrentar as feras. Quanto às perguntas, acho que vou fazer 3 numa só: 1- Uma das imagens mais negativas da reportagem foi o comentário anti-praia do Ruca. No entanto, soubemos que o Tcmoreira andou a falar e a passear contigo na praia, gostaria de saber porque razão optaste por ignorar a conversa com o TC na reportagem? 2- Tal como já expressei no meu blog, acho que fizeste uma grande confusão ao juntar vídeopoker, máquinas de tabaco e o nosso poker. Depois de veres a imprecisão que tiveste nesse campo se tivesses a editar o programa hoje, optarias por contar essas partes? 3- Se a reportagem se chamasse “ A Febre do Texas Hold´em”, seguirias a mesma linha ou optavas por tentar retratar os 95-98% que jogam poker de forma saudável e que têm como principal objectivo divertirem-se com os torneios de poker (mesmo tendo resultados negativos)? Um abraço, João "JoMané" Nunes
- Boas André, Quando vieram ter connosco nas Bahamas nunca rejeitamos ajudar no vosso trabalho, estando sempre disponíveis para responder às vossas perguntas e deixando mesmo entrar nos nossos quartos para fazerem o vosso trabalho. Não sei se fazes ideia mas o que vocês trouxeram "cá para fora" só ajudou a denegrir a nossa imagem junto da sociedade e da nossa família. Tanto eu como o Palma ou o Dattani falámos muito mais do que aquilo que aparece na reportagem, vocês usaram apenas o que vos interessava para nos fazer passar por viciados no jogo. Gostava de saber qual era o vosso objectivo inicial nesta entrevista, porque nas Bahamas disseram-nos que iam fazer uma coisa sobre poker, mas na realidade fizeram uma reportagem sobre vicio do jogo em que misturaram tudo e meteram tudo no mesmo saco... É por coisas como estas que perco cada vez mais a vontade de falar com os media. Resumindo gostava de saber qual era o vosso objectivo principal neste trabalho quando se deslocaram às bahamas.
- Viva. Eu sou o Michel que entrevistaste nas Bahamas. Costumas omitir sempre o propósito das tuas reportagens? Para que foi tanta pergunta acerca das estatísticas e de como estudávamos o jogo se o objectivo da reportagem era este?
- Obrigada André pela disponibilidade! Queres deixar alguma mensagem à Comunidade PokerPT.com?
















