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Até quando recusamos o jackpot
26 de Janeiro de 2012 às 15:53
12A 7 de Janeiro de 2012 rebentou uma bomba não só no poker online nacional, mas como em todo o mercado de jogo online, e indústrias patrocinadas por este mercado, como é o caso dos clubes de futebol. Essa bomba foi a recente decisão do Tribunal das Varas Cíveis do Porto de proibir a Bwin de fazer publicidade em Portugal e ao mesmo tempo suspender as suas actividades no nosso país.
Ulisses Pereira, comentador de poker e analista financeiro, que tem uma coluna no Jornal de Negócios, debruçou-se sobre este tema e também sobre a necessidade de legislar o jogo online, no seu último artigo neste jornal, que a seguir podem ler na íntegra:
"Até quando recusamos o "jackpot"?
Se começou a ler este artigo na esperança de encontrar algo sobre Bolsa, pode parar de o fazer. Hoje decidi voltar a um tema que há alguns anos defendi publicamente e que tem a ver com a legalização das apostas e casinos online.
A recente decisão jurídica que proíbe a Bwin de fazer publicidade em Portugal tem levantado alguma polémica pelo facto de várias empresas deste género (incluindo a Bwin) serem as principais patrocinadoras de várias competições e clubes desportivos. Estima-se que estas empresas invistam cerca de 20 milhões de euros por ano nos clubes e competições nacionais. E, a estes números, teremos que somar muitos outros milhões em publicidade na TV, jornais e Internet.
Não vou aqui entrar na discussão da legalidade ou não da sentença, face ao direito comunitário.
Aquilo que me preocupa é a passividade que os vários Governos portugueses têm tido em relação à legislação sobre esta matéria. O país anda desesperadamente à procura de dinheiro e o Estado português continua a deixar voar vários milhões de euros por ano por causa de "lobbys" enraizados há muitos anos.
Desde já deixo aqui a minha "declaração de interesses" já que sou comentador de Poker da SIC, TVI e SIC Radical, sendo um adepto da modalidade. Mas não creio que pensasse de forma diferente se o não fosse. Numa altura em que muitos países europeus já legislaram sobre o jogo online, Portugal continua preso à exclusividade dos Casinos e da Santa Casa para manter uma legislação arcaica e ineficaz.
Ineficaz porque se o objectivo da lei é impedir os portugueses de apostarem e jogarem poker online, ele não está a ser conseguido pois centenas de milhares de portugueses apostam e jogam poker online. O que esta legislação consegue é impedir que o Estado arrecade milhões de euros de impostos sobre essa actividade que escapam para uma economia paralela, para o mundo do ciberespaço. Tantas vezes queremos ser iguais aos nossos parceiros na Europa e, nesta matéria, queremos ser diferentes.
Defendo que o Estado devia legislar sobre a matéria e abrir concursos públicos livres para escolher os operadores que poderiam actuar em Portugal, arrecadando assim alguns milhões extras com esse concurso. No entanto, face ao poder que os "lobbys" dos casinos e da Santa Casa têm, sugiro uma solução alternativa que consiste em que cada operador online de poker se associasse a um casino português e que as operadoras online de apostas se associassem à Santa Casa, participando dessa forma no concurso público.
Com esta solução, creio que todos sairiam a ganhar. O Estado português arrecadaria muitos milhões de euros, a Santa Casa e os casinos entrariam no negócio online e os jogadores estariam a apostar e a jogar em sites fiscalizados e auditados pelo Estado português. Perderiam os moralistas que acreditam que a actual legislação impede alguém de jogar online.
Acredito que muitos olham para isto como um "fait diver", mas podem crer que estamos a falar de centenas de milhões de euros por ano. O Governo se continuar sem legislar sobre esta matéria parece não querer um "jackpot" com medo que aqueles senhores dos "lobbys" do alto da tribuna digam, em tom moralista: "Meus meninos, cuidado que estão a pecar por querer ter aquilo que vos pertence".
Se calhar, o melhor mesmo é continuarmos assim, de olhos fechados e mãos atadas. Ainda vamos mesmo parar ao Inferno…"
(11) Comentáriossnoura
disse
Choupo99
disse
regueira
disseTemo que toda esta publicidade à legalização leve a que algum artista politico se dedique a isto, e acabe por criar umas quantas leis à pressa e sem ter um conhecimento real do que é o mundo do poker acabando com o divertimento de muitos e com a vida de cada vez mais.
Pelo q
regueira
disseEstou consciente que a legalização acabará por acontecer mais tarde ou mais cedo mas olho para ela com muita mais apreensão do que a maioria das pessoas pelo que tenho visto, e não sinto urgência nenhuma em começar a descontar para uma reforma que nunca irei receber.
Espero estar errado e que apareçam mts comentários a mostrar-me que não tenho razão nenhuma.
Abraço
sopastar
disse
sopastar
disse
kitten77
disseE apontou duas vias:
- Venda de património (com o imobiliário em crise, não será fácil)
- Concessões
O valor rondava os 900 milhões de euros, pelo que terá que ser uma fatia grande a vir das concessões e onde o jogo estará incluído.
Isto é oficial, é público. Vale a pena esconder a cabeça na areia e assobiar para o lado? Será esse o melhor caminho?
Ou o melhor é estar com toda a atenção do mundo e falar sobre o que vai acontecer?
Tokas
disse
shipower69
disseÉ que podem tributar os valores que temos em banca, não sei...será?
Ou podemos deixar as bancas como estão?
4lk4line
disse
j_dornelas
dissePago Impostos a trabalhar(pois quero ter uma reforma quando estiver mais velho além de outros Direitos), pago Impostos sobre ganhos um CFDs e quero também pagar Impostos sobre meus bens ou levantamentos do Poker mas contudo também quero este desporto reconhecido como Desporto Mental e o Direito de termos o nosso Pais representado no Mundial de Equipas.
Just my 2sec
Ulisses - Ulisses Pereira

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